Thursday, March 8, 2007
nao precisa ser um post
eu queria fazer uma mencao ao tio bebado e devasso que encontramos em hamburgo. Aquele que achou que o lulo era um vendedor de kebabs, que tinha no celular um video de um cara peidando na boca da mina. Esse cara nao é o velho medio, esse cara tirou de nos uma definicao do que era velho. ficamos ali, esperando a cerveja que ele ia pagar pra todos nos. Sera que foi, voltou e nao encontrou ninguém? sera que foi, e de tao bebado nao achou o caminho? quem era aquele velho?
Tuesday, February 20, 2007
Era uma vez um grupo de amigos. Este grupo de amigos resolveu ir pra europa, cada um por si, mas acabou casando de ir todos ao mesmo tempo. Como estava na moda, resolveram fazer um blog coletivo e, depois de muita discussao, fizeram. Teve gente que chiou que queria entrar, que mandou email superhiperempolgado, mas escrever mesmo... poucos o fizeram. O tempo passou e grande parte deste pessoal foi para o norte europeu, passar o reveillon juntos. Foi sensacional, mas infelizmente ninguém conseguiu contar nda sobre isso. Será que foi muita bebida, muita droga, um surto aminético (nem sei se é assim que escreve), um virus que destrói tudo o que é postado aqui???? nao sei. mas o fato é que este blog está quase entrando pro hall dos blogs abandonados e já tem um lugar reservado ao lado do fotolog da maraca (www.fotolog.net/maracangalha). E como diria o poeta gil: "O sonho acabou... quem nao dormiu no sleeping bag nem sequer sonhou. O sonho acabou... o sonho foi pesado pra quem nao sonhou"
Wednesday, January 10, 2007
Crônica da cozinha: romance Ítalo-Finlandês
Rinaldo - cozinheiro nascido em Roma, 45, cabelo acaju com gel até as raízes, cavanhaque, corrente de ouro e camisa aberta. Como muitos por aqui, migrou por causa da patroa Finlandesa, que conheceu num cruzeiro. Já não sendo mais ela a patroa, passa o dia entre panelas, fogões e comentários indecorosos sobre as clientes do restaurante.
Yula - Repositora Finlandesa de Savonlinna, 25, branca bem branca, morena e pequena, olhos claros e baixos. Avental largo, mas que contorna. Estuda gastronomia e trabalha em uma das milhões de cozinhas industriais que servem os trabalhadores finlandeses todos os dias. Atenta a talheres, pratos e copos. E, quando estes se mostram abundantes, peitorais masculinos.
Eu - dishwasher, kitchen helper e narrador.
.........................................................................O FLERTE
Em pé, Rinaldo e eu descascávamos ovos cozidos na bancada da cozinha. Eram 8 da manhã e o almoço estava quase pronto. A água em que os ovos foram deixados de molho no dia anterior estava morna, não quente, e por isso a casca insistia. Rinaldo queria os ovos como gosta de suas mulheres, roliços. Assim, a cada pedaço do ovo perdido na luta contra a casca, perdia-se também o ovo, que ia de uma só vez sem sal ou azeite para a boca de Rinaldo. No oitavo ovo, e com o cavanhaque amarelado pela gema, Yula passa no corredor com uma bandeja cheia de canecas brancas de plástico. Rinaldo me cutuca com o cotovelo mais ou menos na altura do baço, e diz, mais alto do que deveria:
- Una bella ragazza this gérl, hãn?
Além do fato de facilmente perder a concentração de seus afazeres gastronômicos diante de um rebolado, Rinaldo possui outras duas características marcantes: um ódio mortal da culinária finlandesa e completa falta de discrição. Minutos após termos recrutado o head chef do restaurante, Kai, para batalha dos ovos, Rinaldo, sem tirar os olhos do inimigo, diz:
-Fernaando, anyone can be a chef in Finlandê, even litou kids...Everything comes rêdy in the boxes, all that you have tu du is puti it in the oven. In Rooma, iti takes faive haours to make a pomodoro sauce...Besideses, all taste like babies food, don´t you think? That is why i always cook a litou biti for myself...
Sou salvo pela jovem Yula, de volta do salão segurando a bandeja vazia. Sem os copos, a garota tem um andar mais leve e solto. Ao passar, levanta os olhos e os aponta para nós, rapida e discretamente. Desta vez, Rinaldo acompanha de corpo inteiro o passar da moça, e termina de costas para a bancada, apoiado na sola de um pé e na ponta do outro.
-Mamma mia...beautifol...
E outro ovo vai à boca.
........................................................................A ABORDAGEM
N. do N.: (11 e meia da manhã é o inferno do dishwasher. Todos estão almoçando menos você, mas o cheiro vem. E, pra quem acordou as 5 e meia e enfrentou neve e escuridão pra chegar no trabalho, vem forte. No entanto, o mais perto que você chega de comida são os restos. Misturados com gurdanapo, prato principal com sobremesa. Sobram os restos. É quando restam apenas duas opções: ativar o modo "Nascido para lavar" ou pedir as contas. Vale tudo, raspar prato de maionese com a mão (nua, luva só tem até tamanho 7), mergulhar o braço até o cotovelo pra desentupir o ralo, sprint em chão molhado carregando pilhas de um metro de pratos, mais molhados ainda, até o carrinho e por aí vai. E foi nas exatas 11h e 37, que eu vi).
Correndo para repor os garfos que se esvaem a cada segundo, Yula carrega 3 bandejas ao mesmo tempo em direção ao salão. Mesmo visivelmente apressada, não perde sua sutileza nórdica ao andar. O movimento de seu rabo de cavalo varia dos 20ºW aos 20ºE. O encontro se dá na porta que divide a cozinha do salão, uma porta de cozinha industrial, como as de Saloon de Velho Oeste. Yula de cá. Rinaldo de lá, voltava do salão para repôr o ensopado com carne de soja. Ela chega à porta antes. Vira-se de costas para empurrá-la, pois tem as mãos ocupadas por 265 garfos limpos, secos e quentes. Vira-se pouco antes de poder notar, pela janela retangular da porta, Rinaldo vindo com uma bandeja suja e vazia na mão direita. O romano, sempre atento à tudo que possa levá-lo a lençóis alheios, puxa a porta no exato momento anterior ao toque do quadril de Yula na madeira, fazendo com que o movimento se dê no vazio. Sagaz, matreiro e imperceptível, Rinaldo substitui o branco da madeira pelo branco de seu uniforme antes que a inocente Yula se dê conta, e provoca o choque tímido, lento e quente dos quadris da repositora de talheres em seu alvo avental. A garota levanta, novamente, os olhos em direção ao cozinheiro e esboça um sorriso:
N. do N.: (11 e meia da manhã é o inferno do dishwasher. Todos estão almoçando menos você, mas o cheiro vem. E, pra quem acordou as 5 e meia e enfrentou neve e escuridão pra chegar no trabalho, vem forte. No entanto, o mais perto que você chega de comida são os restos. Misturados com gurdanapo, prato principal com sobremesa. Sobram os restos. É quando restam apenas duas opções: ativar o modo "Nascido para lavar" ou pedir as contas. Vale tudo, raspar prato de maionese com a mão (nua, luva só tem até tamanho 7), mergulhar o braço até o cotovelo pra desentupir o ralo, sprint em chão molhado carregando pilhas de um metro de pratos, mais molhados ainda, até o carrinho e por aí vai. E foi nas exatas 11h e 37, que eu vi).
Correndo para repor os garfos que se esvaem a cada segundo, Yula carrega 3 bandejas ao mesmo tempo em direção ao salão. Mesmo visivelmente apressada, não perde sua sutileza nórdica ao andar. O movimento de seu rabo de cavalo varia dos 20ºW aos 20ºE. O encontro se dá na porta que divide a cozinha do salão, uma porta de cozinha industrial, como as de Saloon de Velho Oeste. Yula de cá. Rinaldo de lá, voltava do salão para repôr o ensopado com carne de soja. Ela chega à porta antes. Vira-se de costas para empurrá-la, pois tem as mãos ocupadas por 265 garfos limpos, secos e quentes. Vira-se pouco antes de poder notar, pela janela retangular da porta, Rinaldo vindo com uma bandeja suja e vazia na mão direita. O romano, sempre atento à tudo que possa levá-lo a lençóis alheios, puxa a porta no exato momento anterior ao toque do quadril de Yula na madeira, fazendo com que o movimento se dê no vazio. Sagaz, matreiro e imperceptível, Rinaldo substitui o branco da madeira pelo branco de seu uniforme antes que a inocente Yula se dê conta, e provoca o choque tímido, lento e quente dos quadris da repositora de talheres em seu alvo avental. A garota levanta, novamente, os olhos em direção ao cozinheiro e esboça um sorriso:
-Kiitos paljon.
-Ole hyvä, helmi...
N. do N.: Neste momento, cometo uma das falhas mais mortais do dishwashing e aponto o forte esguicho d'água para uma superfície côncava. O erro faz com que o creme do ensopado (antes condensado na concha atingida pelo esguicho) me atinja no olho, turvando a cena com pedaços de cebola, tomate e pimentão, tornando-a assim inacaba.
...........................................................................A CONSUMAÇÃO
Com o dever parcialmente cumprido, ás 13h e 30 a equipe da cozinha ataca, religiosa, pontual e unanimamente, o que a força de trabalho finlandesa os poupou. Sentados nos 4 diferentes nichos (senhoras finlandesas semi-mudas; jovens aprendizes; chefes de cozinha e imigrantes/refugiados políticos/dishwashers), todos apreciam os frutos da labuta. Desfalcado de Rinaldo, que ainda não saíra da cozinha, converso sobre futebol com Amir, o dishwasher master da Somália. Enquanto degluto a massa disforme e cheia dos temperos que coloco pra lembrar de casa, observo os finlandeses em seus hábitos alimentares. Um por um, noto as semelhanças e diferenças no passar de pão no molho, utilização de talheres e etc. Noto também que Yula não está no nicho jovens aprendizes, como de costume. Procuro-a nas senhoras, nada, nos chefes de cozinha, nada. A última mesa ocupada é a minha, por mim e Amir. E só. Do meio do salão, torço o pescoço para tentar ver o interior da cozinha por detrás do vidro esfumaçado. Nem sinal dos dois. Ao que Amir comparava o fiasco da seleção de 82 com o de 06, resolvo, já estufado pelo ensopado de carne de soja, pegar um café, preparando-me para enfrentar o que no mundo do dishwashing é considerado a subida da Brigadeiro na corrida de São Silvestre: as panelas e utensílios de cozinha. No momento em que pesco cubos de açúcar que nada adoçam para colocar no meu café que não me deixa acordado, ouço a porta de madeira se abrir, e dela vejo sair Rinaldo, olhando para um lado e andando para o outro. O cozinheiro contorna o setor de saladas, pães e chega até o café onde termino de encher minha caneca. O barulho da porta vem de novo, dessa vez mostrando Yula deixando a cozinha e já pegando uma bandeja para si, rápida. Rinaldo, segurando apenas um prato de Fettucine a Bolonhesa, sem bandeja ou bebida, se aproxima e me cutuca com o cotovelo do braço que segura 6 fatias de pão, mais ou menos na altura do baço:
- Ecco Fernando, Finnish food is not that bad.
E solta uma gargalhada italiana. Bem mais alto do que deveria.
Com o dever parcialmente cumprido, ás 13h e 30 a equipe da cozinha ataca, religiosa, pontual e unanimamente, o que a força de trabalho finlandesa os poupou. Sentados nos 4 diferentes nichos (senhoras finlandesas semi-mudas; jovens aprendizes; chefes de cozinha e imigrantes/refugiados políticos/dishwashers), todos apreciam os frutos da labuta. Desfalcado de Rinaldo, que ainda não saíra da cozinha, converso sobre futebol com Amir, o dishwasher master da Somália. Enquanto degluto a massa disforme e cheia dos temperos que coloco pra lembrar de casa, observo os finlandeses em seus hábitos alimentares. Um por um, noto as semelhanças e diferenças no passar de pão no molho, utilização de talheres e etc. Noto também que Yula não está no nicho jovens aprendizes, como de costume. Procuro-a nas senhoras, nada, nos chefes de cozinha, nada. A última mesa ocupada é a minha, por mim e Amir. E só. Do meio do salão, torço o pescoço para tentar ver o interior da cozinha por detrás do vidro esfumaçado. Nem sinal dos dois. Ao que Amir comparava o fiasco da seleção de 82 com o de 06, resolvo, já estufado pelo ensopado de carne de soja, pegar um café, preparando-me para enfrentar o que no mundo do dishwashing é considerado a subida da Brigadeiro na corrida de São Silvestre: as panelas e utensílios de cozinha. No momento em que pesco cubos de açúcar que nada adoçam para colocar no meu café que não me deixa acordado, ouço a porta de madeira se abrir, e dela vejo sair Rinaldo, olhando para um lado e andando para o outro. O cozinheiro contorna o setor de saladas, pães e chega até o café onde termino de encher minha caneca. O barulho da porta vem de novo, dessa vez mostrando Yula deixando a cozinha e já pegando uma bandeja para si, rápida. Rinaldo, segurando apenas um prato de Fettucine a Bolonhesa, sem bandeja ou bebida, se aproxima e me cutuca com o cotovelo do braço que segura 6 fatias de pão, mais ou menos na altura do baço:
- Ecco Fernando, Finnish food is not that bad.
E solta uma gargalhada italiana. Bem mais alto do que deveria.
Thursday, December 14, 2006
Chutar cachorro morto é sacanagem
A pior canalhice que alguém pode fazer é explorar os necessitados. Tá ligado, né? Nao se deve chutar cachorro morto, tirar sarro de mendigo, roubar doce de criança, estas coisas da boa convivência e que pregava nosso irmao JC.
Eu nunca tinha tido uma experiência assim. Tb, nasci em berço de ouro. Filho de pai fazendero, latinfundiário. Minha mae herdou umas 3 usinas de alcool. Sabe como é esta vida de rico, né? PATRAO! Pois bem, um belo dia eu resolvi vir pra Madrid. Larguei tudo pra trás. Um lar harmonioso, um belo puxadinho na casa da minha tia (com direito a Tv a gato e tudo mais), o famoso goleta e todos os outros luxos dignos de um Carbonaro Rodrigues.
Chegando por aqui, percebi que a coisa ía ficar feia e que teria que trabalhar. Como sou um "sin papeles", tive que procurar trabalhos alternativos e acabei encontrando o da Balada, citado em um outro texto deste blog. Trabalhei mais de um mês e ontem era o dia de cobrar.
Tato - "Hola, ¿que tal?"
Du:om - "Bien. ¿Como te llamas?
Tato - "Gustavo"
Du:om - "Hum... Ah, vale, aqui estás. A ver! Tu tienes... uno, dos... dos dias para cobrar y este has dado pases en la calle, entonces te pagamos solamente uno. ¿Vale?"
Tato - "¿mas como? Seguro que he llevado mucho más personas. Tengo 4 dias seguro y no he dado pases en la calle. Tengo que cobrar a lo mejor 3 dias"
Du:om - "Perdon, chico. Pero te pagaremos solamente uno. Lo que hay en esta hoja es lo corecto. Lo siento"
Lo Siento é o caralho. Bando de Filhos da Puta!!! "Te pagamos solamente uno. ¿Vale?". Vale de cu é rola, seus filhos de uma égua. Vai se fuder estes caras, mano. Trampei igual um condenado. Perdi diversas baladas, gastei dinheiro com celular, enchi o saco dos meus amigos e os caras me pagam só um dia? PUTA QUE PARIU!!!
Desculpem o desabafo. A minha vontade era pegar o desgraçado pelo cabelo e bater a cara dele na mesa até os olhos saírem da cara e grudarem na parede. Já viram aquele site que vc pode bater no seu chefe de diversas maneiras? Se nao sabe dá uma olhadinha aqui: www.doodie.com/anger_management.php (escolham a porta do armário de cima) Entao, igual...
Voltamos ao princípio. Este fim de semana vou cortar árvores. Espero que me paguem!
Eu nunca tinha tido uma experiência assim. Tb, nasci em berço de ouro. Filho de pai fazendero, latinfundiário. Minha mae herdou umas 3 usinas de alcool. Sabe como é esta vida de rico, né? PATRAO! Pois bem, um belo dia eu resolvi vir pra Madrid. Larguei tudo pra trás. Um lar harmonioso, um belo puxadinho na casa da minha tia (com direito a Tv a gato e tudo mais), o famoso goleta e todos os outros luxos dignos de um Carbonaro Rodrigues.
Chegando por aqui, percebi que a coisa ía ficar feia e que teria que trabalhar. Como sou um "sin papeles", tive que procurar trabalhos alternativos e acabei encontrando o da Balada, citado em um outro texto deste blog. Trabalhei mais de um mês e ontem era o dia de cobrar.
Tato - "Hola, ¿que tal?"
Du:om - "Bien. ¿Como te llamas?
Tato - "Gustavo"
Du:om - "Hum... Ah, vale, aqui estás. A ver! Tu tienes... uno, dos... dos dias para cobrar y este has dado pases en la calle, entonces te pagamos solamente uno. ¿Vale?"
Tato - "¿mas como? Seguro que he llevado mucho más personas. Tengo 4 dias seguro y no he dado pases en la calle. Tengo que cobrar a lo mejor 3 dias"
Du:om - "Perdon, chico. Pero te pagaremos solamente uno. Lo que hay en esta hoja es lo corecto. Lo siento"
Lo Siento é o caralho. Bando de Filhos da Puta!!! "Te pagamos solamente uno. ¿Vale?". Vale de cu é rola, seus filhos de uma égua. Vai se fuder estes caras, mano. Trampei igual um condenado. Perdi diversas baladas, gastei dinheiro com celular, enchi o saco dos meus amigos e os caras me pagam só um dia? PUTA QUE PARIU!!!
Desculpem o desabafo. A minha vontade era pegar o desgraçado pelo cabelo e bater a cara dele na mesa até os olhos saírem da cara e grudarem na parede. Já viram aquele site que vc pode bater no seu chefe de diversas maneiras? Se nao sabe dá uma olhadinha aqui: www.doodie.com/anger_management.php (escolham a porta do armário de cima) Entao, igual...
Voltamos ao princípio. Este fim de semana vou cortar árvores. Espero que me paguem!
Tuesday, December 12, 2006
Leitor deste blog
usa suas habilidades como hacker para se infiltrar na conta do autor e descobir por que diabos ele, com tanta novidade pra contar (já que está intercambiando pela Europa) não escreve nada. Encontra apenas o seguinte post arquivado como rascunho, cuja data é desconhecida:
All grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boy All grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boy All grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boy All grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boyAll grey and no sun makes jack a dull boy
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All grey and no sun makes jack a dull boy
All grey and no sun makes jack a dull boy jack a dull boy
All grey and no sun makes jack a dull boy
Ctrl+S - Estudo de caso
Nosso herói latino tentando, em vão, salvar mais um gringo do abismo social.
Background para entender a cena: Chris mora no mesmo andar e divide corredor comigo. Já perdi pra ele no poquêr, já ganhei dele no futebol, já dividimos táxi voltando da balada...
Eu (do lado do alemão, que agora além de vizinho no prédio, é no banco do ônibus): Fala Chris, tudo certo?
Alemão (mais sem graca que chucrute): Sim...
Eu(tentando de novo): Frio nesse país heim? Na Alemanha é assim também?
Alemão(chucrutando): Não...
Eu(insistente): Perguntei por que vou passar o ano novo em Hamburgo...
Alemão(só no chucrute): Hum...
Mais algumas tentativas e mandei o "Sou Brasileiro e não desisto nunca" às favas. Voltei pra insuperável 51a página de "On the Road" mandando o maldito Bávaro à merda.
30 intermináveis minutos de semáforos, paradas e silêncio ate o nosso ponto. Eu fingindo ler e pensando no diálogo passado e nas tantas vezes que já tinha feito qualquer coisa com o sujeito. Descemos e comecamos a andar lado a lado até o prédio. Ficou insuportável a quietude e, já no corredo, antes de abrir minha porta, tentei de novo:
Eu (é agora ou nunca, pra cima deles Brasil!): Ei, Chris, você mora perto de Hamburgo, cara? Talvez a gente possa se encontrar no ano novo...
Alemão: Eu sou de Hamburgo.
É, o filho da puta do alemão não era Bávaro.
Background para entender a cena: Chris mora no mesmo andar e divide corredor comigo. Já perdi pra ele no poquêr, já ganhei dele no futebol, já dividimos táxi voltando da balada...
Eu (do lado do alemão, que agora além de vizinho no prédio, é no banco do ônibus): Fala Chris, tudo certo?
Alemão (mais sem graca que chucrute): Sim...
Eu(tentando de novo): Frio nesse país heim? Na Alemanha é assim também?
Alemão(chucrutando): Não...
Eu(insistente): Perguntei por que vou passar o ano novo em Hamburgo...
Alemão(só no chucrute): Hum...
Mais algumas tentativas e mandei o "Sou Brasileiro e não desisto nunca" às favas. Voltei pra insuperável 51a página de "On the Road" mandando o maldito Bávaro à merda.
30 intermináveis minutos de semáforos, paradas e silêncio ate o nosso ponto. Eu fingindo ler e pensando no diálogo passado e nas tantas vezes que já tinha feito qualquer coisa com o sujeito. Descemos e comecamos a andar lado a lado até o prédio. Ficou insuportável a quietude e, já no corredo, antes de abrir minha porta, tentei de novo:
Eu (é agora ou nunca, pra cima deles Brasil!): Ei, Chris, você mora perto de Hamburgo, cara? Talvez a gente possa se encontrar no ano novo...
Alemão: Eu sou de Hamburgo.
É, o filho da puta do alemão não era Bávaro.
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Conhecer gente é complicado. Quanto mais no comeco mais foda é. No primeiro minuto do processo de transformar um desconhecido num conhecido (pra talvez depois transformar em amigo) qualquer deslize social, comentário ingênuo sobre a irmã ou casca de feijão grudada no centroavante pode colocar tudo a perder.
Depois de uma semana, pelo menos entre os daqui debaixo do Equador, é de bom tom permitir piadas sobre o nariz torto ou o andar esquisito. Em um ano, só não vale morrer e ser preso (o cu, nesse caso, é facultativo).
Desde que mantenha-se uma regra básica no RPG de se conhecer gente: salvar o jogo.
Como é de conhecimento geral, traquejo social não é muito a cara dos gringos. Então, pra arrancar alguma coisa além do cordial de algum europeu precisa-se de muita paciência, malemolência baiana e gingado latino. No meu caso, aqui na Finlândia, poss falar que salvei um estoniano, um irlandês e um do Nebraska. E foi só. Tentei pegar mais uns e outros, mas eles tem essa mania de comecar o jogo sempre da primeira fase.
Você passa o dia inteiro com a figura. Vai jogar bola, almoca, joga pôquer e depois pega balada. Volta pra casa pensando que, pelo menos naquele mundo, você já coletou algumas armaduras, encantos e espadas mágicas. Mas, no outro dia, quando vai dar o Load, percebe que tudo oq foi conquistado à duras penas se perdeu no desencontro. O tapinha nas suas costas e a gargalhada que o cara deu, no fim da noite anterior ficaram na memória (que já não ajuda, prejudicada pelo álcool) e deram lugar à distanteza, a frieza nórdica e ao Celso Fred com as máscaras sociais.
Às vezes, no dia seguinte, fica só o nome. Mas como diria o Mano Brown, rapaz latino-americano apoiado por mais de 50 mil manos, "O nome é só um detalhe, o nome é só um nome".
Salvem o jogo, gringos. É chique, tendência e, pelo menos nos trópicos, tá usando...
Depois de uma semana, pelo menos entre os daqui debaixo do Equador, é de bom tom permitir piadas sobre o nariz torto ou o andar esquisito. Em um ano, só não vale morrer e ser preso (o cu, nesse caso, é facultativo).
Desde que mantenha-se uma regra básica no RPG de se conhecer gente: salvar o jogo.
Como é de conhecimento geral, traquejo social não é muito a cara dos gringos. Então, pra arrancar alguma coisa além do cordial de algum europeu precisa-se de muita paciência, malemolência baiana e gingado latino. No meu caso, aqui na Finlândia, poss falar que salvei um estoniano, um irlandês e um do Nebraska. E foi só. Tentei pegar mais uns e outros, mas eles tem essa mania de comecar o jogo sempre da primeira fase.
Você passa o dia inteiro com a figura. Vai jogar bola, almoca, joga pôquer e depois pega balada. Volta pra casa pensando que, pelo menos naquele mundo, você já coletou algumas armaduras, encantos e espadas mágicas. Mas, no outro dia, quando vai dar o Load, percebe que tudo oq foi conquistado à duras penas se perdeu no desencontro. O tapinha nas suas costas e a gargalhada que o cara deu, no fim da noite anterior ficaram na memória (que já não ajuda, prejudicada pelo álcool) e deram lugar à distanteza, a frieza nórdica e ao Celso Fred com as máscaras sociais.
Às vezes, no dia seguinte, fica só o nome. Mas como diria o Mano Brown, rapaz latino-americano apoiado por mais de 50 mil manos, "O nome é só um detalhe, o nome é só um nome".
Salvem o jogo, gringos. É chique, tendência e, pelo menos nos trópicos, tá usando...
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